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O impacto da contaminação por antibióticos na cadeia do leite.

Nos últimos anos, a presença de resíduos antibióticos – drogas veterinárias antimicrobianas e antiparasitárias – no leite tem sido motivo de preocupação. Afinal, tal incidente representa problemas para a saúde pública, por afetar diretamente o consumidor, além de causar prejuízos para a indústria e para o produtor. Sendo assim, apesar de haver um monitoramento por parte das indústrias para que o leite contaminado não chegue às mesas, as medidas preventivas são muito importantes e devem ser seguidas pontualmente. 

Dos prejuízos causados aos consumidores pela ingestão do leite com a presença de resíduos de antibióticos, podemos destacar a ocorrência de reações alérgicas, o aumento da resistência bacteriana aos antibióticos e o risco carcinogênico/mutagênico (ocorrência de tumores). Já para a indústria, o dano está associado a problemas tecnológicos, pois a presença de antibióticos impede a fermentação necessária para a produção de alguns produtos lácteos, como queijos e iogurtes, além da necessidade de descarte do leite contaminado. Por fim, o custo  correspondente a todo o caminhão da coleta é repassado ao produtor responsável pela contaminação, o que representa um grande prejuízo para o produtor. 

Assim, para evitar prejuízos na cadeia do leite, algumas medidas devem ser seguidas: 


1) nunca usar medicamentos no animal sem antes consultar um médico veterinário;

2) aplicar especificamente a dosagem recomendada pelo médico veterinário responsável pelo tratamento;

3) ter atenção ao aplicar o medicamento receitado pelo médico veterinário para que não ocorra confusão entre antibióticos para animais em terapia de secagem e animais em lactação;

4) descartar o leite de todos os quartos mamários (o medicamento é absorvido por todo o organismo e eliminado posteriormente);

5) controlar a data de expectativa do parto do animal para que a terapia de vaca seca e os resíduos não impactem o leite após o parto;

6) identificar, de forma visual, os animais que estão em tratamento com brincos, colares, sinos etc;

7) registrar todos os dados dos animais em tratamento, bem como a data, o medicamento aplicado e o período de carência conforme Planilha de Controle de Animais em Tratamento.


Sempre que necessário, o produtor deve procurar assistência técnica na cooperativa e/ou nas lojas agropecuárias para orientação sobre uso e carência de medicamentos veterinários.



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